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Hollywood É Onde Eu Quiser

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Quando era adolescente tinha aulas no Conservatório de Música ao Sábado de manhã, o que fazia com que ficasse muitos fins-de-semana sozinha em casa, pois os meus pais iam para a aldeia cuidar da terra. (Não, não precisam de ir chamar uma assistente social ou levar-me a um psicólogo porque não fui amada em criança!!! Devia ter uns 16 ou 17 anos e sempre fui muito responsável.)

Posto isto, e como não estava autorizada a sair à noite (e sempre fiz o que me mandavam) o meu divertimento era ir ao BlockBuster alugar uns 3 ou 4 filmes em VHS, fazer umas pipocas e deixar-me apaixonar por Hollywood.

Sabia todas as intro de abertura dos filmes de cor, fossem elas da Paramount, UniversalNew Line Cinema, 20th Century Fox ou Warner Bros. Ganhei particular interesse pelo compositor da banda sonora (apaixonei-me por John Barry Thomas Newman) – assim que o filme acabava, ia para o e-mule sacar as músicas e ouvi-las em loop. (Na altura não havia ASAE nem multas da SPA… 😉 ) Sabia o nome dos actores, com quem eram casados, o que vestiam, o que calçavam… sonhava com a Julia Roberts, com a Julianne Moore, delirava com a Cameron Diaz e com a Jennifer Aniston, achava-as lindas de morrer e que deviam ser ultra bem dispostas (desde cedo que apreciei gente bem disposta e com bom astral). Suspirava pelo Jude Law e achava o Ben Affleck o homem mais bonito na terra. (T. eu ainda não te conhecia, meu xuxu!!!) Secretamente, ainda acho. (a seguir a ti, claro está, meu amor lindo!!!)

Todas estas noites hollywoodescas em tudo influenciaram a minha maneira de ver o mundo. Se calhar vi (mesmo) demasiados filmes, o que me levou a acreditar que A vida é uma festa. Que há mais bem no mundo do que mau, que o copo está sempre mais cheio que vazio, que se me magoar num dedo da mão ainda tenho mais nove e que ter uma doença é diferente de ser doente.

Acho que a vida é para ser vivida de saltos altos acompanhados de umas belas lantejoulas, que estar acompanhada por bons amigos e pela família é do melhor que há, mas que ninguém me pode tirar os momentos em que usufruo só da minha companhia e que o slogan  “Se eu não gostar de mim, quem gostará?” é o melhor de sempre.

Os filmes de Hollywood ensinaram-me a gostar de mim (mesmo com as minhas oscilações de peso), a cuidar de mim, a sonhar e a acreditar que sim, que a minha vida dava um bom filme, e como tal eu sou A Vedeta da minha vida. E como qualquer vedeta gosto de me vestir bem (que é diferente de vestir caro… vivo numa cidade do interior, logo o meu ordenado acompanha essas últimas tendências), gosto de sapatos e casacos. Gosto de me maquilhar, gosto de usar coisas diferentes, de ser diferente, de romper com as massas.

Facilmente sou confundida com alguém que tem a mania, com alguém fútil e com alguém com um funcionamento cognitivo diminuído, que é como quem diz: burra. Para muitos é uma surpresa (às vezes desagradável para o seu cotovelo) que eu saiba a raiz quadrada de nove sem recorrer a uma calculadora. E quando descobrem que sou licenciada numa engenharia, ainda para mais informática? Uiii…

Aqueles serões agarrada ao vídeo e à TV ensinara-me muita coisa, especialmente que Hollywood pode ser em minha casa, no meu trabalho e no meio da rua, que eu nasci para ser uma estrela (nem que seja só nos meus filmes) e que o guião da minha vida é escrito por mim –  A história é minha, e eu conto-a como eu quiser!

Deixo-vos a receita da vedeta do meu Domingo. Desenformei-a hoje de manhã… e já há menos de 2/3! Lambuzem-se.

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Monte Branco
Ingredientes 

1 pacote de natas de soja para bater (200 ml)

3 iogurtes de soja

200 gr de tofu silken

1 colher de sobremesa de essência de baunilha

2 colheres de sobremesa de lucuma

4 colheres de café de agar-agar

1/2 medida de iogurte de água quente

raspa de 1/2 limão

Para a calda:

300 gr de frutos vermelhos congelados

2 colheres de sopa de açúcar de coco

2 colheres de sobremesa de canela em pó

2 casquinhas de limão

Preparação

Coloque as natas (que estiveram previamente no frigorífico) no processador e bata até ganharem corpo;

Junte a lucuma e a essência de baunilha e volte a bater;

Acrescente os restantes ingredientes e repita o processo;

Dissolva o agar-agar na água quente, junte à mistura anterior e bata tudo até obter uma textura aveludada;

Verta a massa para a Feiticeira e leve ao frigorífico por 4 a 6 horas;

Para fazer a calda, adicione num tacho todos os ingredientes e leve ao lume brando;

Vá mexendo até que todos os frutos estejam descongelados e em calda;

Desenforme e cubra o Monte Branco com a calda de frutos vermelhos.

 

Obs.: para esta quantidade de agar-agar, o Monte Branco fica com uma textura semelhante a uma mousse. Se pretender que fique mais consistente, dobre a quantidade de agar-agar e de água quente. Se necessário, dissolva num tacho em lume brando.

Se não tiver uma Feiticeira, penso que também funcionará com uma forma de pudim.

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